Poema: “Acordei a cem mil anos”

(Autor: Kenio Barros de Avila Nascimento)

Acordei a cem mil anos

 

Acordei a cem mil anos no futuro,

Quando um Et arrebatou-me em sono

E ao porvir num vislumbre vi tudo

Para ao acordar lhe contar

 

No futuro era tudo tão legal,

Ninguém morria e ninguém chorava,

Eram todos sorrisos e belos,

Mas bem longe da Terra.

 

No planeta nada havia exceto

Rochas frias como em cometas

A humanidade vivia noutra galáxia,

Cultivando drogas espaciais

 

Se ninguém morria, pensei

Felizes seriam, eis que um

Alien me alertou que neles

Não havia  mais o amor,

 

Aterrorizado fiquei pois poeta

Sem amor nada me interessaria,

Ao que o meu extraterrestre falou:

Humanos perdidos sem solução,

 

Pelo medo da morte, imortais ficariam,

Prolongando a vida ao infinito,

Pelo medo da tristeza, drogas cultivariam

Nos planetas de sua possessão

 

Ao vislumbrar este horror, futuro,

Voltei do meu astral passeio,

Para dizer a humanidade:

Que poderia perder seu coração

 

E mais, retornei a aconselhar:

Viva como se não houvesse morte,

Afinal, tua alma é mesmo imortal…

E, favor, salve o amor, pela coragem de morrer!

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